Resumo rápido: Quem trabalha por conta própria tem três caminhos: continuar como autônomo (pessoa física), abrir um MEI ou abrir uma microempresa (ME). Cada um paga imposto de um jeito. Como PF, o autônomo pode pagar até 27,5% no carnê-leão — alíquota que incide só sobre a faixa mais alta, e lembrando que desde 2026 quem recebe até R$ 5.000 por mês é isento de IR; o MEI paga um valor fixo mensal baixo, mas tem limite de faturamento; e a ME abre espaço para crescer pagando pouco imposto. Abaixo, como escolher.
As 3 opções do autônomo
- Autônomo (PF): recebe por RPA ou carnê-leão, com IR progressivo até 27,5% mais INSS — com isenção até R$ 5.000 por mês desde 2026, conforme a Lei nº 15.270/2025. Simples de começar, mas caro conforme a renda sobe.
- MEI: CNPJ simplificado, imposto fixo mensal (o DAS-MEI), limite de faturamento de R$ 81.000 por ano e uma lista restrita de atividades permitidas.
- Microempresa (ME): CNPJ no Simples Nacional, faturamento até R$ 4,8 milhões, alíquota a partir de 6% (Anexo III). Mais estrutura e muito mais espaço para crescer.
Quando o MEI resolve — e quando limita
O MEI é ótimo para quem está começando e fatura pouco. Mas ele limita: teto de R$ 81 mil por ano, apenas atividades da lista do MEI e no máximo um funcionário. Se você passou (ou vai passar) do teto, contratou gente ou a sua atividade não é permitida, é hora de migrar para ME.
Quando abrir empresa (ME) compensa
Vale a pena abrir uma ME quando: a sua renda como autônomo já faz o imposto do carnê-leão pesar, você emite notas para empresas (que exigem CNPJ), ou você quer crescer sem o teto do MEI. Nesses casos, a economia de imposto costuma pagar o custo da contabilidade com folga.
Exemplo ilustrativo: um profissional que fatura R$ 12.000 por mês como pessoa física pode pagar bem mais imposto do que pagaria como ME no Simples Nacional — a diferença ao longo do ano costuma ser relevante.
Como decidir
- Quanto você fatura hoje e quanto espera faturar? (define MEI ou ME)
- Você emite nota para empresas? (elas costumam exigir CNPJ)
- A sua atividade é permitida no MEI?
Se ficou na dúvida, a SC Martins, escritório de contabilidade em Maringá, ajuda a escolher o caminho que paga menos imposto para o seu caso. Fale no WhatsApp. Veja também como abrir a sua empresa em Maringá ou como migrar de MEI para ME.
Perguntas frequentes
Autônomo ou MEI: o que vale mais a pena?
Depende do faturamento e da atividade. O MEI tem imposto fixo baixo, mas teto de R$ 81 mil por ano e lista restrita de atividades. Para muitos autônomos, o MEI é o melhor começo; ao crescer, a ME passa a compensar.
Quando devo sair do MEI?
Quando ultrapassar (ou estiver perto de ultrapassar) R$ 81 mil por ano, contratar mais de um funcionário ou precisar de uma atividade que o MEI não permite. A migração para ME resolve.
Autônomo paga muito imposto?
Pode pagar. Como pessoa física, a alíquota do carnê-leão chega a 27,5% mais INSS. Abrir um CNPJ costuma reduzir bastante essa carga a partir de certo faturamento.
Preciso de contador sendo MEI?
Não é obrigatório para o MEI, mas ter orientação evita erros e ajuda a decidir a hora certa de migrar para ME sem pagar imposto à toa.
