Resumo rápido: A maioria dos médicos que recebe plantões como pessoa física (PF) paga imposto de até 27,5% no carnê-leão, mais o INSS. Com uma PJ médica bem estruturada, essa carga costuma cair para 6% a 15%. Para quem fatura acima de alguns milhares por mês, a economia anual chega a dezenas de milhares de reais. Abaixo, como funciona e quando vale a pena.
PF ou PJ: por que muda tanto o imposto
Como pessoa física, o médico é tributado pelo carnê-leão, com alíquota progressiva de Imposto de Renda que chega a 27,5%, além do INSS como autônomo. Como PJ médica (CNPJ próprio), a mesma renda passa a ser tributada pelo regime da empresa — em geral Simples Nacional ou Lucro Presumido —, com carga bem menor.
Quanto um médico economiza (exemplo ilustrativo)
Considere um médico que fatura R$ 25.000 por mês (valores ilustrativos, que variam conforme o caso):
- Como PF (carnê-leão): essa renda cai na faixa mais alta do IRPF (27,5%), somada à contribuição previdenciária como contribuinte individual. O valor final depende das deduções permitidas — dependentes, previdência e livro-caixa.
- Como PJ no Simples Nacional (Anexo III, com Fator R de 28% ou mais): R$ 300.000 de faturamento anual caem na 2ª faixa — alíquota nominal de 11,20% menos a dedução de R$ 9.360, o que resulta em alíquota efetiva de 8,08%, ou cerca de R$ 24.240 de DAS no ano. A isso somam-se o INSS sobre o pró-labore e os honorários contábeis.
A diferença costuma ser expressiva, mas não existe um número único: ela muda conforme o CNAE, o Fator R real, as deduções do carnê-leão e o pró-labore definido. Por isso não publicamos uma economia média — fazemos a simulação com os seus números. Fale com a SC Martins e receba o comparativo do seu caso.
Qual regime é melhor para médico
Diferente de outras profissões, para o médico os dois regimes podem ser vantajosos:
- Simples Nacional (Anexo III): ótimo quando o Fator R (folha dividida pelo faturamento) fica em 28% ou mais — a alíquota começa em 6%.
- Lucro Presumido: pode ser mais vantajoso em faturamentos maiores, com pró-labore reduzido.
Atenção — mudou em 2026: a Lei nº 15.270/2025 encerrou a isenção total sobre lucros e dividendos. Desde 1º de janeiro de 2026 há IRRF de 10% sobre o que uma mesma empresa distribui a uma mesma pessoa física acima de R$ 50 mil por mês, e um imposto de renda mínimo (IRPFM), progressivo até 10%, para quem soma mais de R$ 600 mil de rendimentos no ano. A Receita Federal entende que a retenção também alcança empresas do Simples Nacional. Lucros aprovados até 31/12/2025, sobre resultados apurados até 2025, mantêm a isenção se pagos até 2028.
A escolha certa depende do seu faturamento e da sua estrutura. É exatamente o tipo de análise que fazemos na nossa página de contabilidade para médicos em Maringá.
Dá para ter CLT no hospital e PJ ao mesmo tempo?
Sim. Muitos médicos acumulam vínculo CLT em hospital com atuação como PJ em consultório ou para plantões extras. É legal e comum — desde que organizado corretamente para não gerar problema com o INSS e a Receita Federal.
Cuidados: CFM e conformidade
A PJ médica precisa respeitar as regras do CFM e registrar corretamente os recebimentos de convênios, SUS e operadoras, que têm tratamento tributário específico. Um contador especializado em saúde evita erros que custam caro.
Quer saber quanto você economizaria? A SC Martins faz a simulação gratuita com os seus dados reais. Fale no WhatsApp e veja a nossa página de contabilidade para médicos.
Perguntas frequentes sobre PJ médica
Vale a pena o médico abrir CNPJ?
Na maioria dos casos com faturamento recorrente, sim. A carga tributária costuma cair de até 27,5% (PF) para 6% a 15% (PJ). Só uma simulação com os seus números confirma a economia.
Qual o melhor regime para PJ médica?
Depende do faturamento. O Simples Nacional (Anexo III, via Fator R) é ótimo em muitos casos; o Lucro Presumido pode ser melhor em faturamentos maiores, com distribuição de lucros isenta.
Como funciona a tributação de plantões?
Plantões recebidos como PF caem no carnê-leão (até 27,5% mais INSS). Estruturados via PJ, a carga costuma ser bem menor. O caminho ideal depende do seu perfil.
Posso ser CLT e PJ ao mesmo tempo?
Sim. É comum o médico manter vínculo CLT em hospital e atuar como PJ em consultório ou plantões. Basta organizar corretamente para evitar problemas com INSS e Receita.
